ALERTA: queimadas na região da Pedra Itaúna ameaçam a vegetação
Desde 2009 foram registradas seis queimadas na mata da Pedra Itaúna, duas delas de grande proporção. Muitas das queimadas causadas por imprudência da própria população
De acordo com dados levantados pelo graduando de biologia, Anderson Ferreira, desde o inicio de 2009 foram registrados seis focos de queimadas na mata da Pedra Itaúna, duas de grandes proporções em uma área de 184 hectares de vegetação.
São mais de 100 horas de fogo na mata que rodeia o ponto turístico. Segundo Anderson além do tempo seco, geralmente os incêndios são causados por imprudência da própria população. Com base em dados levantados por Anderson desde 2009, cerca de 50 hectares de vegetação foram destruídos. “O ultimo incêndio foi numa mata perto da estrada, o que nos leva a crer que foi causado por imprudência de alguém. Uma ponta de cigarro acessa pode causar um grande estrago”, enfatiza.
No primeiro semestre do ano, o total de queimadas no Brasil atingiu 41.636 focos, um aumento de 134% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 17.788 incêndios. Os dados são do satélite de referência do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Foi a primeira vez que o índice registrou crescimento desde 2007, quando as queimadas atingiram o pico de 59.915 focos no período em todo Brasil. De acordo ainda com os dados recentes divulgados pelo INPE, como Minas Gerais está em área de cerrado, Minas está entre os estados mais afetados pelos incêndios. Para Anderson, o fator mais agravante também causador dos registros de queimadas na vegetação da Pedra Itaúna é a falta de educação ambiental. Na oportunidade o graduando criticou a falta de iniciativa das autoridades competentes em implantar o projeto “Brigada de Incêndio” dentro da “Área de Preservação Ambiental”, (APA). Projeto que consiste em buscar alternativa para preservação do meio ambiente. “Há anos se falou em implantar a “Brigada de Incêndio”, para prevenção do que acontece hoje, mas nada foi feito”, lembra.
Não há chuvas significativas em Caratinga há mais de 40 dias, afirma o graduando em biologia. Anderson argumenta que, sem chuva, a vegetação seca e fica suscetível às queimadas, ameaçando as centenas de espécies de aves existentes no local. De acordo com levantamentos, Anderson prevê chuvas para os próximos dias. Mesmo assim ele faz um alerta. “Não há empenho das autoridades competentes. Minha pesquisa de monografia foi realizada naquela mata e sei que a situação lá é critica. Precisamos valorizar uma mata que está tão próxima dos caratinguenses. Por isso é importante que toda população de alguma forma participe da preservação daquela mata”.
